sábado, 22 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
hiperventilação
Acabada a noite e estando sozinho, deitado numa casa de uma amiga, o cheiro a tabaco dos cigarros que não fumei faziam sentir-se mais na minha roupa e cabelo. O pum pum alto da música já não se ouvia mas os ouvidos ainda não estavam habituados de novo ao silêncio e zumbiam. Não tão alto como os meus pensamentos porque esses ouço mesmo quando surdo. Ser capaz de domá-los eficazmente é algo que gostava de fazer. De facto, conseguir deitar-me tranquilamente à noite, sem ficar a ouvir um relato da minha consciência e dos meus medos e anseios, é das coisas que mais gostava de experimentar. Os meus medos assemelham-se-me a monstros gigantes que comem não só bolachas como também ar e pedaços de coração. Acho que é por isso que tenho sentido palpitações. E eu sei que, mais uma vez, o que sinto é exagerado e que devia controlar-me mas, mais uma vez, não consigo.
Acabada a festa da faculdade, começou o estudo para os exames. Sou um escravo da faculdade. E essa constatação não me agrada.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Phil's-osophy
»The most amazing things that can happen to a human being will happen to you,
if you just lower your expectations«
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
podíamos ser sempre crianças
como aquela do Metro no outro dia. Tinha uns 2, 3 anos, era loira e uma cara rechonchuda. Olhava para o meu reflexo no vidro e perante a minha língua de fora olhou para o lado, para me procurar e possivelmente ralhar, dizendo que aquilo não se fazia! Mas ao lado dele seguia a Mãe, e ao lado da mãe uma senhora. Onde estaria eu? Voltou a olhar para o vidro e imitou-me, pondo a língua de fora. Um movimento meu para o lado para me desviar do senhor que seguia entre mim e a criança foi o suficiente para ela perceber que a imagem do vidro não era mais do que uma representação minha, que estava não do lado dele mas à frente. E por isso seguiu o resto da viagem a meter-me a língua de fora pelo espaço entre a janela e os bancos. E a abrir a boca para se rir. Talvez a mãe tivesse pensado que ela sorria para o banco de plástico qual patetinha mas depois deu por mim e sorriu também. No final da viagem, já ao colo da mãe, riu-se e acenou-me. E eu segui viagem a olhar para o vidro, a desejar ser criança de novo e achar o mundo uma eterna novidade agradável.
I'm sorry to say that this is not the movie you will be watching. The movie you are about to see is extremely unpleasant. If you wish to see a film about a happy little elf, I'm sure there is still plenty of seating in theatre number two. However, if you like stories about clever and reasonably attractive orphans, suspicious fires, carnivorous leeches, Italian food and secret organizations, then stay, as I retrace each and every one of the Baudelaire children's woeful steps. My name is Lemony Snicket, and it is my sad duty to document this tale.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
get over it---
Ele queria ser feiticeiro. E fazia o que achava estar ao seu alcance. Mas nem tudo dependia dela e a carta de Hogwarts teimava em não vir.
Disseram-lhe que podia tentar ser ilusionista mas ele não achava piada a isso. Ilusionista era mais uma forma de passar o tempo, de ocupa-lo com acontecimentos que no fundo não eram aquilo que pareciam. Aquilo que ele queria. E ele queria viver. Ser ilusionista seria para ele a eterna consciência de que há uma diferença entre o que se quer e o que se tem.
Lá acabou por decidir arranjar um baralho de cartas do Harry Potter e começar a treinar, numa tentativa de conciliar o sonho e a realidade.
É difícil quando se tem um Wingardium Leviosa tão bem formado na cabeça...
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