"Eu sempre disse que seria mais feliz sozinha. Teria o meu trabalho, os meus amigos... Mas ter uma pessoa a tempo inteiro na nossa vida? As chatices não compensam. Ao que parece, ultrapassei essa ideia.
(…)
Por algum motivo eu disse que seria mais feliz sozinha. E não foi porque pensava que seria mais feliz sozinha. Foi porque pensava que se amasse alguém e as coisas dessem para o torto, poderia não recuperar.
É mais fácil estar sozinho. Porque e se descobrimos que precisamos de amor... e depois não o tivermos? E se gostamos... e dependermos dele? E se vivermos a vida em função disso e depois... der para o torto? Conseguiremos sobreviver a esse tipo de dor?
Perder um amor é como perder um órgão. É como morrer. A única diferença é que a morte tem um fim. Mas isto? Pode durar para sempre."
Yang: Tens estado a tentar submeter-me e eu deixei-te porque o sexo era bom e tinhas o ego ferido.
Owen: Estou a tentar. Estou a tentar entender-te. Estou a tentar conhecer-te. Estou a tentar... amar-te e não sei como. Não sei como, porque tu não me dás nada.
Yang: Então, a queimadura eras tu a marcar-me? Como propriedade tua?
Owen: Estou a tentar, caramba! Não te conheço. Não te conheço, porque não me dás nada.
Yang: Eu dou-te tudo!
Owen: O Burke.
Yang: O quê?
Owen: O Burke. Estiveste noiva do Preston Burke. Quase casaram. Porque não se concretizou?
Yang: Não. Não, eu não... Não vou entrar nisto.
Owen: Vês? Não me dás nada. Talvez... talvez estivesse a tentar submeter-te. Talvez estivesse a tentar...
estabelecer uma relação. Tento qualquer coisa. Tento qualquer coisa, mas tens de me dar retorno.
Yang: O Burke é irrelevante.
Owen: Pois. Tal como eu, daqui a 3 anos.
Yang: Isso não é justo.
Owen: Estou a tentar amar-te. Porque não deixas?
Yang: O Burke... O Burke foi... Ele tirou-me qualquer coisa. Tirou pedacinhos de mim... Pedacinhos, ao longo do tempo, tão pequenos, que nem dei conta. Queria que eu fosse uma coisa que não era e transformei-me naquilo que ele queria. Num dia, eu era eu...a Cristina Yang. E depois, de repente, já estava a mentir por ele, e... a pôr em risco a minha carreira e a aceder em casar-me e a usar aliança e a ser noiva... Até que fiquei ali, de pé... num vestido de casamento, sem sobrancelhas,e já não era a Cristina Yang. E mesmo nessa altura, teria casado com ele. A sério. Perdi-me durante muito tempo.
E agora... que finalmente voltei a ser eu... não posso... Eu amo-te. Amo-te mais do que amei o Burke. Amo-te. E isso assusta-me imenso. Porque... quando me pediste que ignorasse a mensagem da Teddy, tiraste um pedaço de mim... E eu deixei. E... isso não vai voltar a acontecer... nunca mais.
Um excerto da minha série preferida. A Sandra Oh é uma excelente actriz e esta cena deixou-me pasmado quando a revi no outro dia na Fox Life.
Alguma da minha personalidade foi e ainda é moldada pelas pessoas que conheço. Mudei algumas coisas em mim porque assim quis - acho que por amor se faz tudo. Outras mudei não por querer mas porque me vi obrigado ou não me apercebi.
A minha família e os meus amigos têm pedacinhos meus. Eu sei disso e não me importo. Amo-os a todos e o que mudei por eles, fi-lo por livre vontade. Isso fez de mim uma melhor pessoa.
Já sofri com o amor, a confiança e os pedacinhos que dei ou que me tiraram. Já me senti mal por ter mudado por certas pessoas, mas recuperei em parte e isso ajudou-me a crescer. Fez-me mais forte e, por isso, não estou totalmente arrependido...
Contudo, tal como a Christina Yang, há coisas que não estou disposto a fazer. Não gosto que me forcem a nada e à conta disso já tive algumas zangas com amigos e família, mas o amor voltou a entrar em cena e as coisas resolveram-se.
Acabei de ver o episódio de Anatomia de Grey. Acho que não consigo dizer se foi bom ou se foi mau, mas sim se gostei ou não.
A selecção de músicas foi muito boa (mas não sou um bom crítico neste aspecto porque cantaram alguns dos meus artistas preferidos - Brandi Carlile, Snow Patrol, The Fray...) e alguns dos actores sabiam mesmo cantar. A Sara Ramirez (Callie) canta mesmo muito bem (não fazia a mínima ideia) e a Chandra Wilson (Bailey) e o Kevin McKidd (Hunt) não ficam nada atrás.
Mas apesar disto, havia partes que achei um bocado forçadas. Se só tivessem posto a Callie a cantar acho que seria melhor uma vez que ela era a única personagem com motivos para isso. Agora, porem os médicos e enfermeiros a cantar no meio do hospital achei um bocado ridículo.
Gostei do episódio, mas prefiro um episódio normal.
Deixo um vídeo promocional do episódio. Acho que não tem nada que possa estragar a surpresa de quando virem o episódio.
Porque não vale a pena deprimir por coisas imbecis (gosto mesmo da palavra imbecil xD) e infantis, decidi que não vou deixar que nada me deprima este fim de semana. Está na altura de dominar certos aspectos da minha vida. Preocupo-me exaustivamente com certas pessoas, mas às vezes sinto que não recebo o mesmo da parte delas.
Ainda tinha um episódio de Anatomia de Grey para ver antes do do musical, por isso ainda não posso dizer se gostei de os ver cantar alguns dos meus artistas preferidos. Vou ver esta noite!
O meu estado de alegria não durou muito. Não deve ter passado de um estado febril durante o qual delirei.
Apesar de a noite estar mais fresca, é ainda agradável andar na rua. Mas se agora vou na rua, fico com inveja dos casais e dos pares de namorados. Isso relembra-me que estou sozinho e que nem sequer os meus amigos estão comigo. Urgh!
Gostava de sentir o meu corpo tremer e o meu coração bater descontroladamente por causa de um olhar, de um toque ou de uma palavra. Ou mais, um beijo... Como será dar um beijo (é verdade, nunca beijei ninguém)? Sinto-me num penhasco, prestes a cair a qualquer momento...
"I throw myself into the wind, hoping somebody might pick me up and carry me again" - BC (Pride and Joy)
(Eu sei que sou complicado às vezes, mas irrita-me aqueles pessoas que não utilizam o cérebro que lhes foi dado. Fartam-se de comer doces, por isso eu questiono-me: porque razão o cérebro delas não utiliza toda a glicose consumida? Não percebo porque é que às vezes me fazem perguntas tão óbvias.)
Hoje o Sol raiou pela primeira vez quente e, fundindo-se com o vento, deu origem àquela brisa quente que parece envolver-nos. Os pássaros piam e tudo parece estar mais calmo. É a Primavera. Chegou finalmente, tímida de acordo com as previsões meteorológicas para os dias que aí vêm, mas ainda assim chegou.
Com ela veio a mudança. Hoje estou de t-shirt e não sinto frio. Ainda não vesti calções porque tenho de os tirar da parte de cima do guarda-roupa mas, se para a semana o tempo continuar assim, vou definitivamente começar a usá-los!
Também mudei o aspecto do blogue. Estava muito escuro. Esse era o meu estado de espírito a semana passada. Hoje sinto-me bem. Apetece-me cantar. E ir à praia (alguém me faz companhia?).
Não tenho jeito nenhum para mudar o blogue, por isso ele continua muito simples. Mas é assim que eu gosto de levar a minha vida, sem grandes complicações (a vida em si já é complicada não é? Para quê torná-la mais difícil?).
Espero também começar a escrever outras coisas para além da minha solidão. Não quero que pensem que sou um infeliz e um nerd que passa a vida com a cabeça metida nos livros. Apesar de tímido, assim que começo a dar-me bem com as pessoas, sou bastante divertido.
Soube há pouco que o Mika vai actuar no festival Marés Vivas em Vila Nova de Gaia, em Julho. Alguém vai? Embora não aprecie lá muito o seu 2º álbum, a verdade é que adoro o 1º. E podem dizer-me que não gostam de o ouvir cantar porque ele é muito agudo, mas sejamos honestos: ele sabe mesmo cantar aqueles agudos! E dizem que tem uma excelente presença em palco, por isso vamos lá ver :D
Saiu finalmente o episódio de Anatomia de Grey em que as personagens vão cantar. Estou um bocado reticente, tenho medo de não gostar, mas ao mesmo tempo estou ansioso por o ver. Espero conseguir vê-lo hoje. Depois escrevo como foi.
Finalmente tive oportunidade de ver o episódio "A Very Glee Christmas" de uma das minhas séries preferidas. Gosto mesmo da série. As personagens são tão idiotas xD Mas é disso mesmo que eu mais gosto. É super original e aborda tantos problemas da vida...
Devo dizer que chorei a ver este episódio. Já não chorava há muito tempo e embora não tenha chorado assim tanto, soube-me bem.
A primeira lágrima desceu quando a Beiste está a contar à Brittany que quando era pequena pedia ao Pai Natal para a tornar mais parecida com as outras meninas, mas o que recebia era paciência. Essa prenda só foi valorizada mais tarde, quando ela viu que não havia mal em ser robusta.
Embora não acredite no Pai Natal, costumo pedir a Deus (sim, eu acredito em Deus, mas não naquele interpretado pelos padres e por muitos cristãos. Não acredito que Deus me possa julgar pelo que sou já foi ele que me fez. Acho que é a primeira vez que vou concordar com a Lady Gaga - "'cause God makes no mistakes") para ser normal. Não normal de ser simplesmente hetero. Embora em parte me referisse a isso, por outro lado é um desejo de perder determinados defeitos que tenho, esquecer determinados problemas e viver a vida com um sorriso verdadeiro na cara. Mas isso até agora não se realizou. O que Deus me tem dado é paciência. E paciência para me aperceber que não há nada de errado comigo. Eu não sou um mostro. Sou um rapaz que, como muitos outros, gosta de pessoas do mesmo sexo e com medo de ser rejeitado por todos aqueles que me rodeiam.
Tal como o Finn, o Natal é a minha altura do ano preferida. Ver as crianças embriagadas de tanta felicidade, as ruas cheias de iluminações, ouvir os risos, as músicas e o papel de embrulho a ser rasgado, sentir o cheiro dos doces ... transmite-me um grande conforto. E na consoada poder estar com a minha família é algo fantástico.
Acho que estou a precisar de um Natal antecipado. Estou cansado, triste, frustrado. Estou tanta coisa menos feliz e infeliz. Estou entre o aqui e o além, perdido no campo de batalha que é a vida. Preciso que alguém me ajude a encontrar um rumo...