segunda-feira, 30 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
jogos olímpicos
embora ontem e hoje já tenham decorrido os primeiros jogos de futebol, a cerimónia oficial de abertura dos Jogos Olímpicos é amanhã e dá em directo na rtp1 às 21h. Não estarei em Londres como queria mas darei uso à televisão. e às pipocas ainda por comprar.
i'm a lucky bastard!
«pensamos sempre em alguém quando vemos a Lua»
Tu fazes parte dos moradores permanentes da minha Lua e ponto de referência das constelações que invento [algumas das quais até invento só para te ter mais perto e sorrir para elas como o Principezinho ensinou]. E caso algum dia falhe a luz lá em cima não será difícil imaginar-te a voar numa vassoura e a trocar os fusíveis e de novo iluminares a minha existência porque isso é coisa que não tens dificuldade em fazer [parvoíce a minha. Em que é que tens dificuldades? És capaz dos feitos mais extraordinários - não nos esqueçamos que até desenvolveste uma linha de ansiolíticos da qual eu possuo o guia don't panic! Talvez agora devesse fazer um para curar a ressaca porque ainda não recuperei do Natal de ontem.]
O Weasley é o nosso rei!
terça-feira, 24 de julho de 2012
dia dos primos
Hoje acordei e no telemóvel tinha à minha espera uma mensagem de uma prima a informar-me de que hoje era o dia dos primos. Respondi e desejei um bom dia a esses restantes familiares com quem mantenho contacto. Deveria ter mandado aos outros, mas não tenho o número deles e não ter facebook mantém-me longe de meio mundo. Espero que tenham tido um bom dia. E quem quer que leia isto também - certamente hão de ser primos de alguém.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Les amours imaginaires
c'est la fin de l'automne, là. Va falloir que... que je commence à chauffer. Puis là, tu sais, je me disais que
ce serait vraiment plus simple si... s'il y avait quelqu'un, parce que... c'est plus simple quand y a quelqu'un.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
praia
«Só lenta e imperceptivelmente, com o passar das estações das colheitas e das estações da chuva, a sua ironia decresceu, a sua superioridade acalmou-se. Lentamente, por entre a sua riqueza crescente, o próprio Siddhartha adquiriu alguns traços das pessoas vulgares, algo da sua ingenuidade e da sua ansiedade. E no entanto invejava-as, invejava-as tanto mais quanto mais se parecia com elas. Invejava a única coisa que lhe faltava e que elas tinham, a importância que atribuíam às suas vidas, a intensidade das suas alegrias e medos, a angustiada mas doce ventura da sua eterna capacidade para amar.»
«Olhou satisfeito para o rio. Nunca a água lhe agradara tanto como esta, nunca compreendera tão clara e profundamente a voz e o significado alegórico da água que corre. Parecia-lhe que o rio tinha algo especial para lhe dizer, algo que ele ainda não sabia, que ainda o aguardava.»
Ele foi para o rio, escutou-o e aprendeu muito. Eu tenho o oceano, que para caber no bolso dos calções de praia digo que é mar. E que aprendi com ele? Apenas ouço o chapinhar das pessoas ao meu lado ou das crianças que gritam no areal e constato mais uma vez que não sei boiar. Bem tento mas a cabeça é a única parte do corpo que consegue ficar à deriva. Eventualmente vem uma onda e sou obrigado a erguer-me para respirar. Às vezes grito dentro de água, o que é uma sensação assustadora. Falta o ar e a água parece esmagar-me. É desconfortável. Venho à tona e tento boiar novamente.
«Quando alguém procura pode acontecer que os seus olhos vejam apenas a coisa que procura, que não permitam que ele a encontre porque ele pensa sempre e apenas naquilo que procura, porque ele tem um objectivo, porque está possuído por esse objectivo. Procurar significa ter um objectivo. Mas encontrar significa ser livre, manter-se aberto, não ter objectivos. Tu, Venerável, és talvez um homem à procura, pois, perseguindo o teu objectivo, muitas vezes não vês aquilo que está perante os teus olhos.»
Hermann Hesse - Siddhartha
segunda-feira, 16 de julho de 2012
benjamin button
Tenho de aproveitar um dia destas férias para ver o filme. Ainda não o vi por inteiro porque adormeci quando era para o ver com o pai. Isto de adormecer durante o dia deve ser da idade e dos corpos arenáceos na glândula pineal. Disseram-me que tinha mentalidade de velho e julgo que isso conta mais do que os 15 anos de aspecto físico que me atribuíram. É a vida. Um dia destes faço amizade com o Benjamin e discutimos quem tem a vida mais peculiar.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
eles
Não sei se também vos acontece, mas tenho dado por mim a falar para o espelho.
Olá. Estás bom?Sim, estou. E tu?
Também. Olha, tens coragem de fazer isto?Tenho.
Não, não tens.Tenho sim. Vai uma aposta?
E aposto e faço as coisas. Poder-se-ia pensar que sou corajoso, mas estou mais perto é do idiota. Faço apostas absurdas que nunca deveriam passar de uma ideia. E depois como é que explico às pessoas?
Era uma aposta.
Com quem?.... Com eles.
E o eles é vago e nunca ninguém chega a saber quem são. Mas às vezes eu começo a achar que eles existiam mesmo. Essa é a hora da estalada a mim mesmo.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
companhias nocturnas
Estava deitado no chão e as pernas e os pés dos familiares eram a alternativa à televisão da sala. Descobri que a minha mania de enrodilhar as pernas não é hereditária e quando estava prestes a descobrir se o meu irmão estava a usar os meus chinelos ele deitou-se ao meu lado. Gosto quando ele faz isso. Pousa a cabeça em mim e se não lhe faço uma carícia pelo corpo serve-se do focinho para me empurrar o braço e chamar a minha atenção. Às vezes acerta exactamente naquele sítio que despoleta em mim uma reacção de defesa a cócegas (psicológicas ou reais - qualquer movimento direccionado para aquele sítio origina um reflexo de dar um salto, quer haja contacto entre as duas superfícies quer não) e eu estremeço. Vingo-me e faço-lhe cócegas nas patas. Ele levanta-se e saímos. Vamos até à praia e invadimos o território das gaivotas, a orquestra de serviço à noite na praia. Marcamos território com as nossas pegadas e quando o frio nos esfria a ponta do nariz e os dedos dos pés rumamos de volta a casa. Aí são os relógios que fazem de violinos e, às vezes, o meu irmão faz de ronca.
física
o mundo podia ser nosso se fossemos um do outro.
dominariamos o português com o existirmos como pronome pessoal nós.
a matemática, porque seríamos o resultado de 1+1 (e seria válido sermos 2 como 1. tudo depende se incluirmos aí a dominância da metafísica porque seríamos duas criaturas a existirem como algo uno).
a anatomia, porque seríamos mais um exemplo de que quase tudo existe aos pares.
a química, porque são precisos dois reagentes para que haja uma reação química.
a química, porque são precisos dois reagentes para que haja uma reação química.
a física, porque...
como a dominariamos não teríamos de dar satisfações a ninguém. nunca gostei de física.
«Underneath the stars on the ferris wheel
You swung your feet
And sang my favourite Weezer song
So I sang along
You swung your feet
And sang my favourite Weezer song
So I sang along
"I'm a lot like you so please
Hello I'm here, I'm waiting
I think I'd be good for you
and you could be good for me"
Hello I'm here, I'm waiting
I think I'd be good for you
and you could be good for me"
Then I kissed your lips
And they were kind of salty
Then I kissed your lips
And they were kind of sweet too
Then I kissed your lips
And for a moment it was heavenly
Because you found me, baby
Baby I found you»
And they were kind of salty
Then I kissed your lips
And they were kind of sweet too
Then I kissed your lips
And for a moment it was heavenly
Because you found me, baby
Baby I found you»
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