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terça-feira, 15 de maio de 2012

«O teu recorrente desencanto que, se bem interpreto, é bem mais guloso por ti do que tu por chocolate.»

Sou magrinho, por isso sou devorado num instante.
E o meu sorriso ao comer chocolate passa rápido por vezes.
Mas cá ando.
E andar pode ser bom. Indica movimento em direcção a algo.
Para onde não sei bem, mas talvez não seja suposto saber já.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

IBDB?

Alguém conhece um site semelhante ao IMDB mas que seja para livros? É que eu já não me lembro que livros li da Jane Austen (que vergonha!) e assim poderia ir registando os livros que vou lendo e saber a opinião de outros leitores.

Eu gostava de um quarto assim e até com mais livros. Tenho de começar a trabalhar para ir compondo as minhas paredes (que até já têm um número razoável de livros). Troco os meus cartões das bibliotecas por dinheiro para poder ter os exemplares em casa. Quem troca comigo?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tanta coisa que se fica pelo "talvez..."...

Cheguei ao meio do caderno. Não fiz uma festa como fazia no básico, mas ainda assim sorri. Já não sorrio é quando as canetas, azuis, deixam de escrever. Nunca encontro uma que consiga igualar a anterior. Por isso agora uso os lápis, mas tenho medo que o bico se parta e eu não consiga dizer tudo o que gostaria.

A folha do meio estava preenchida com um pequeno texto, talvez uma tentativa de consolidar melhor a matéria, talvez uma tentativa de me entreter numa aula exaustiva, talvez uma tentativa de me entreter com os meus pensamentos.

A mão direita está fria e doem-me os dedos quando carrego nas teclas do computador. É o lembrete para "vai dormir".

Deito-me e ouço os relógios a tocar. Tictac toctac (são muitos os relógios, de modo que se torna difícil separar os diferentes sons). Será o lembrete para "o Capitão Gancho anda aí" ou "o crocodilo anda aí"? (qual dos dois o pior para mim?)

Encontro a segunda estrela à direita e depois sigo sempre em frente até de manhã.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Ainda não bocejei


Hand in hand we spend the night
Love comes easy by candlelight

We lie about our past to make each other believe
That this is the love that will last eternity

If only, if only
If only, if only
If only i could believe that tomorrow
When i wake from my sleep
That you'll still be with me
Oh my love
My love will always be



Estive de novo naquele jardim, mas desta vez estava sozinho e já era noite. Mesmo não vendo muito à minha frente, eu sabia onde ficavam as cordas do estendal porque lembrava-me das gotas de água que limpei com a polpa do dedo das últimas vezes que lá estive. Curvei-me para passar sob elas e sentei-me num banco para que as memórias encontrassem algum apoio.
As árvores estavam desprovidas de folhagem e pareciam tristes quando os seus galhos nus se abanavam. Afinal eu não era o único ser sozinho por ali. Talvez seja só da mudança de estação de ano... Por entre os ramos finos que lembravam dedos muito compridos via-se o céu e as estrelas. Havia uma mesmo por cima do poço, meia encoberta por uma nuvem. Brilhava à mesma e eu senti algum conforto nisso. Coleccionei a estrela e pedi-lhe que te iluminasse, onde quer que estejas.
A Lua estava ausente; uma lâmpada ao fundo do jardim susbtituía-a de forma muito imperfeita. Apenas iluminava uma pequena parte, por sinal aquela desinteressante onde se acumulam vasos vazios. Só gosto daquela zona quando chove porque gosto de ver os vasos a encher e depois transbordar. Mas hoje, em vez de uma chuva que me pudesse fazer sentir menos sozinho, estava antes instalado um frio que se fazia sentir em todo o corpo. Ao expirar, o vapor de água condensava-se e parecia fumo. Se estivesses comigo, podíamos fazer uma fogueira com aquele fumo e aquecer as mãos enquanto procurávamos mais estrelas para coleccionarmos.

Abandonei o jardim e dei por mim a usar os meus passos maiores. Só o faço quando estou atormentado nos pensamentos que é para chegar rápido a casa e ver se eles ficam barrados à porta de entrada. Não ficaram, acho que nunca ficam, mas nunca se sabe se um dia não descubro que eles não conseguem acompanhar o meu ritmo.

Que me resta agora? Há qualquer diferença de pressões entre os meus ouvidos, nariz e o ar atmosférico. Embora isso seja incomodativo, tenho medo de que ao bocejar essa diferença passe. Tenho medo que sejas sugado e me abandones.

Não dormirei esta noite. Espero por ti...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mais um dia de espera


Como já não me posso deliciar com as tuas palavras que sabiam a morango e baunilha, contentei-me com uma maçã. Estava muito boa, sumarenta, e lembrei-me que tu eras das poucas pessoas que, tal como eu, adorava sumo de maçã. Mais tarde, quando era hora de lanchar, preparei a taça com cereais e leite. Depois de tantas vezes o aquecer muito e depois de muitos cereais pastosos, tinhas-me dito que havia de experimentar leite frio. Fi-lo desta vez. E tinhas razão, ficava muito bom com os cereais de sabor a mel.

("Porque é que hás-de ter sempre razão? Porque tinhas de ser tão perfeito?")

E agora que os cereais já nem sequer são bolo alimentar e o leite já aqueceu dentro de mim, pergunto-me porque ando a escrever estes textos tolos.

Serei simplesmente parvo ou algo mais?

Bah, acho que não tarda nada e ainda serei uma personagem do Nicholas Sparks (mas não aquela que morre!).

("E porque é que ainda continuo a não querer contradizer-te?")

Se calhar o que escrevo não é ficção, mas a realidade que me ocupa a cabeça traduzida em letras que se juntam para formar palavras, que formam frases e parágrafos e que contam uma história. A nossa história.

Se calhar é uma história ficcional. Ou se calhar sou simplesmente parvo e não faço ideia do que ando cá a fazer. Ou a dizer. Ou a escrever.

E agora apetecia-me gritar mas não o vou fazer.

Vou esperar. Mas sabes, esperar é cansativo porque não sei por quanto tempo o terei de fazer. E isso é um pouco assustador, não concordas? Ontem vi a Lua quando estava na Estação de Metro (estava bonita lá em cima, aquele branco a brilhar sobre a minha cabeça, e parecia que as nuvens a cobriam como se fossem lençóis transparentes. As nuvens andavam de um lado para o outro mas a Lua estava estática. Havias de ter gostado de a ver. Tirei uma foto para quando estivermos juntos a poderes ver).

("Quando voltaremos a estender-nos na varanda a ver a Lua?")

Depois sentei-me no banco de pedra e olhei para o painel para ver as horas. Foi aí que me assustei com o "esperar". Os pontos luminosos que formavam os números 23:59 não mudaram para as 24:00 e não continuaram para as 24:01. Voltaram aos 00:00. É como se tudo voltasse ao início.

Vou estar sempre a voltar àquele início? Eu não quero. Tenho medo e tu tinhas dito que estarias sempre aqui quando tivesse medo.

E por falar na Lua, há uns tempos li uma notícia intitulada "a outra face da Lua". E sabes o que dizia? Que a Terra já teve 2 luas, uma maior do que a outra, e que chocaram entre si. O resultado disso foi que uma desapareceu e é por isso que a outra face da Lua é mais escarpada do que a que eu vi ontem à noite.

Será que fomos as 2 luas e colidimos e tu desapareceste? Eu diria que sim, não fosses tu ser a lua maior e que por isso deveria ter permanecido...

É tudo uma confusão. Já são demasiadas incógnitas na equação. E eu só aprendi a resolver equações com quantas incógnitas: quatro? cinco?. E não sei usar a máquina calculadora para resolver esta grande equação...

"Voltaremos a encontrar-nos. Quando o verde ficar branco."
Responde-me ao menos a isto: vieste ao meu quarto ontem à noite? É que as sapatilhas que eu te escondia estavam ao lado da minha cama e não me recordo de as ter visto antes de me deitar...

domingo, 31 de julho de 2011

We shared a moment that will last till the end

Gosto de me deitar na manta em cima da relva ou da terra, no campo, e olhar lá para cima. Às vezes fico com a sensação que estou dentro de uma redoma de vidro e que o céu é o topo e tudo o que os meus olhos vêem são o limite da redoma.

O céu pode ser de muitas cores. Ontem estava azul e tinha algumas nuvens que mais pareciam algodão doce a desfazer-se quando o levamos à boca. Quando pus a cabeça de lado, gostei do contraste do verde  com o azul. 

Olhando novamente lá para cima, via a ponta das árvores. Compridas como eram, pareciam perfurar o azul como se fossem lanças. Talvez quisessem estilhaçar o vidro da redoma e, embora parecesse que o faziam, ainda estavam longe de tocar nele.
Agitavam-se suavemente de um lado para o outro, empurradas pela brisa que se fazia sentir. O barulho que se ouvia das folhas em movimento era reconfortante e fazia-me querer abanar os braços como se eles fossem também galhos de uma árvore que o vento acariciava.

Uma música veio-me a cabeça. Não, não eram resquícios de um estado de espírito de um dia já passado. Era apenas a constatação de um sentimento que me amarrou o braço por uns dias e de coisas que às vezes (mais do que aquelas que eu gostaria) me passam pela cabeça.

You'd better fuck off now, you'd better leave me alone
Cos I'm about to explode, just like a wonderbread bomb

Ontem estava bem. O céu, as árvores, a água que corria, o pássaro que voava, tudo aquilo ajudou. Não era um demónio nem lá perto (se bem que a minha barriga ficou rosada). Era eu.


Têm-me dito que mudei. Não acho que tenha mudado. Pelo menos não como no sentido que me dizem.
Talvez o que me queiram dizer é que me revelei em algumas coisas (sem no entanto me ter rebelado). 

Talvez agora tenham percebido que não gosto muito de bróculos ou feijão-frade, mesmo tendo sempre comido o que me metiam no prato.

Nunca tive pressa para fazer certas coisas. Deixei antes que o desejo amadurecesse por uns anos para me aperceber do que realmente é importante para mim e o que gostava mesmo de fazer. Não sinto que tenha perdido nada até agora. E não sinto que tenha mudado por agora fazer algumas coisas.

A Natureza é sempre Natureza, mesmo havendo estações de ano. E eu sou sempre o mesmo. 


Pergunto-me se ontem foste. Eu fui e adorei. Não andei à tua procura, mas lembrei-me de ti, se é que existes.
Se calhar tu foste uma grande confusão da minha cabeça. Talvez tenhas sido um delírio ou então alguém que nasceu de um sonho e que agora confunde a minha cabeça porque não sei se és realidade ou sonho.

sábado, 23 de julho de 2011

Nem todas as noites são iguais

Coco. E baunilha. A minha pele cheirava a isso anteontem à noite.
Não era mais uma fase de todo o processo de metamorfose. Era o cheiro do creme que tinha posto na cara. Sou tão guloso que além de tudo o que já como (wi-fi incluído), até como cheiros. E devo dizer que aquele coco e baunilha estavam verdadeiramente saborosos.

E se às vezes é verdade que adormeço sem correr a persiana, outras vezes alguém corre a persiana até ao fim. E quando isso acontece, fica tudo às escuras, como o poço de um elevador.


Ontem à noite julgava apenas ser capaz de distinguir onde estava o meu ombro e a forma que o lençol adquiriu depois de eu me refastelar na cama. Ou seria apenas a minha mente a pregar-me uma partida? Não sei. Não pude ficar a ver as luzes da rua e as gaivotas não grasnaram. Não pude ver a Lua.

Mas a Lua até foi simpática. Quando hoje fui para a praia de manhã, ela lá estava, sobre o mar. Talvez quisesse ser a gaivota ou o peixe que eu fui. Talvez quisesse ser mais feminina e fosse a sereia que encanta os piratas. Ou talvez ela me quisesse encantar a mim.

Só sei que desta vez não me apeteceu um gelado, mas sim bolachas de limão, com aquela cobertura doce ligeiramente ácida. Hum... estou a ficar com fome.

Hoje estive a examinar a minha sombra. Era engraçada.
Estava à espera que ela tentasse fugir de mim e que fosse preciso cozê-la ou colá-la com sabão aos meus pés, mas ela não fez nada mais do que examinar-me. Pergunto-me se me terá achado engraçado como eu a ela...

"E agora, no coração da noite como um guarda-nocturno, descobre o que a noite mostra ao homem: os apelos, as luzes, a inquietação. Uma simples estrela na escuridão: uma casa isolada. Uma luz apaga-se: é uma casa que se fecha sobre o seu amor.
Ou sobre o seu aborrecimento. É uma casa que deixa de fazer o seu sinal ao resto do mundo. Não sabem o que esperam, aqueles camponeses de cotovelos na mesa e com um candeeiro à frente: não sabem que o seu desejo vai assim tão longe, na grande noite que os encerra."
Saint-Exupéry - Voo Nocturno

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Como será a outra face da Lua?


E se todo o Sistema Solar não passasse uma mesa de bilhar que, dado o seu tamanho incalculável, ainda está à espera que a bola branca venha disparada e vá chocando nas restantes bolas?
Hum, devia ser um jogo divertido de se assistir. Planetas, meteoróides, cometas, estrelas... (quem sabe se não mesmo naves extraterrestres) a colidirem entre si, explosões indescritíveis das quais surgiriam mais estrelas e muitas outras coisas que eu não faço ideia... Sim, seria um bom entretenimento.

Será que a Lua seria a bola branca, a que levou a tacada? Não sei.

Gostava de ver a outra face da Lua. Vemos sempre a mesma, não é interessante? Ela anda à volta de si mesma à mesma velocidade que roda feita louca à volta da Terra. Será que não se enjoa? Seria engraçado descobrirem que ela vomita coisas para a Terra. Eu acharia imensa piada e ia rir-me sempre que à noite me pusesse a contemplá-la.

No outro dia adormeci a vê-la. Conseguia vê-la da janela do meu quarto porque não corri a persiana.
Estava quase cheia e o seu brilho formava uma cruz. Não parecia muito longe de mim... Se semicerrasse os olhos, parecia que a cortina desaparecia e a luz dos candeeiros se apagava, de modo que o céu ficava mais escuro e a Lua mais nítida. Foi assim que eu a vi pela última vez antes de adormecer.

Ontem ela continuava lá em cima, mas o brilho já não formava uma cruz mas sim uma auréola. Mas a face era a mesma.

Ó Lua, porque não te viras para que eu te possa conhecer melhor?

(e estava a escrever isto e veio-me à cabeça uma música que me lembrou do Buerére que me lembrou que eu gostava de ver aquilo)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Uma gota de chuva?

Chovia quando saí de casa de manhã cedo. Para variar, levei logo o guarda chuva comigo, o que me poupou a uma viagem de volta ao 2º andar para o ir buscar.
Assim que cheguei à rua, tive vontade de me meter debaixo da chuva sem qualquer protecção, mas como ia ficar o dia todo na faculdade, não convinha que me molhasse.
Como os relógios ainda não tinham dado as 7h, as ruas estavam desertas e conseguia ouvir perfeitamente as gotas de água a embater no guarda chuva. Assim que chocavam contra o tecido preto, rolavam para o chão, provocando um cheiro que eu não sei descrever. Uma vez uma professora disse-me que é o cheiro a ozono - não sei se é ou se não é, para mim é o cheiro que fica quando chove em dias abafados.

Quando me sentei no Metro, nos bancos juntos da janela, pus-me a olhar para as nuvens cinzentas e a pensar nos meus sonhos. Eu sonho muito [quer esteja a dormir quer esteja acordado e à conta disso, tenho umas coisas na cabeça que nem sei se aconteceram mesmo] e quase sempre sou capaz de os contar quando acordo. Os cientistas dizem que somos capazes de nos lembrar deles apenas quando somos interrompidos e acordamos a meio deles. Sendo assim, passo a vida a acordar.
Consegui lembrar-me de 4 sonhos diferentes. 3 foram daqueles mesmo idiotas, tais como ir para a praia e estender a toalha por cima da água e depois ser puxado por alguma coisa até bem longe sem que ninguém desse conta. E depois afogava-me...
Mas o outro sonho andava de um lado para o outro na minha cabeça. Um sonho que chegou atrasado, já que já não tenho namorado para beijar ou com quem possa caminhar lado a lado, não como os amigos fazem, mas algo mais apaixonado... A minha consciência ligou-se e senti-me mais uma vez mal por tudo o que aconteceu e tem acontecido...

Houve apenas uma coisa que me tirou desses pensamentos: a chuva lá fora. Pus-me a observar a água a cair pela janela. Às vezes as gotas fundiam-se entre si e caíam mais rapidamente e, assim que chegavam ao fundo, dividiam-se em novas gotas ou então desapareciam da minha vista. Outras vezes paravam sozinhas e assim permaneciam até que o vento tratasse do resto. Por vezes, talvez devido à carga eléctrica de cada uma (as experiências de Millikan para determinar a carga do electrão vieram-me à cabeça) não se fundiam com as gotas que eu previa, mas sim com outras que por lá andavam.

Serei eu uma gota de chuva que se perdeu pelo caminho?

Quando cheguei à faculdade e me sentei ao lado de uma amiga, ela perguntou-me baixinho o que é que eu tinha para estar com uma cara triste. Eu respondi que só estava com sono.

Estarei a regressar ao estado deprimente de há alguns meses? Espero que não...

sábado, 9 de abril de 2011

Pergunta

Tenho uma pergunta a fazer-vos. Se algum dia alguém muito importante na vossa vida (familiar, amigo) vos interrogar quanto à vossa orientação sexual e se for um caso em que só podem dizer "sou hetero" ou "sou homossexual", o que é que dizem?

De cada vez que na minha família se fala da homossexualidade, são poucas as pessoas que dizem que não há problema nenhum em gostar-se de pessoas do mesmo sexo. E muitas vezes fico com receio que me perguntem se sou homossexual porque eu dou sempre a minha opinião. É que nesse caso, eu não sei o o que dizer.

"Não" seria a resposta que eles iam querer ouvir, mas não sei se a conseguiria dizer ou se a diria de forma convincente. Seria uma mentira de uma parte de mim e isso ia atormentar-me para sempre. É que não se trata daquelas mentiras que digo quando me perguntam porque é que não fui fazer determinado recado e eu respondo que foi porque me esqueci.

"Sim" era a resposta que eu gostava de dar. Acho que não devia existir um medo tão grande em contar à família. Afinal, não é ela que nos ama mais do que ninguém?