Há uns dias, encontrei no café alguém que em tempos conhecera pelo blogue e me cativara e que entretanto me virou costas e lembrei-me deste espaço, que em tempos foi uma casa para mim. E quando cá regressei, encontrei no correio uma carta do Mark perdida há quase um mês e percebi que isto das relações interpessoais é mesmo como os cabos da electricidade, que se cruzam e descruzam, seguem em paralelo por vezes e noutras são coincidentes.
Releio algumas das entradas anteriores, assim como me olho ao espelho, e sinto-me mais do mesmo ao mesmo tempo que sinto saudades de quem fui, como se na verdade fosse uma outra pessoa diferente.
24 anos. Fuckuldade terminada e a trabalhar. Ainda medíocre em tudo, um eterno insatisfeito com a vida, terrível com a tomada de decisões, perdido em pensamentos e decaindo em frustração e a jogar em modo de jogador único. Um pouco amargurado pela vida, por desgostos amorosos e pessoas de ideias obtusas, perdi alguma da ingenuidade que me deixava ser um tonto feliz, despersonalizei-me e por baixo da pele do rapaz sorridente e bem disposto está agora um tonto apático. E muitas vezes a apatia é uma solidão grande.
Tentarei passar por cá. Talvez reencontre um pouco de mim aqui.
Acho que deves vir mais vezes. Como reparaste, ainda me lembrei de ti, mesmo passado tanto tempo. Aliás, lembrei-me de ti por ocasião de um jantar organizado há uns quinze dias.
ResponderEliminarOh, se soubesses como me sinto. Os dias sucedem-se na erraticidade. Tenho sonhos, mas já se assemelham mais a pesadelos pela impossibilidade de os ver concretizados.
p.s.: Espero que leias isto.