sábado, 8 de abril de 2017

já não sou mais eu

Há uns dias, encontrei no café alguém que em tempos conhecera pelo blogue e me cativara e que entretanto me virou costas e lembrei-me deste espaço, que em tempos foi uma casa para mim. E quando cá regressei, encontrei no correio uma carta do Mark perdida há quase um mês e percebi que isto das relações interpessoais é mesmo como os cabos da electricidade, que se cruzam e descruzam, seguem em paralelo por vezes e noutras são coincidentes.

Releio algumas das entradas anteriores, assim como me olho ao espelho, e sinto-me mais do mesmo ao mesmo tempo que sinto saudades de quem fui, como se na verdade fosse uma outra pessoa diferente.

24 anos. Fuckuldade terminada e a trabalhar. Ainda medíocre em tudo, um eterno insatisfeito com a vida, terrível com a tomada de decisões, perdido em pensamentos e decaindo em frustração e a jogar em modo de jogador único. Um pouco amargurado pela vida, por desgostos amorosos e pessoas de ideias obtusas, perdi alguma da ingenuidade que me deixava ser um tonto feliz, despersonalizei-me e por baixo da pele do rapaz sorridente e bem disposto está agora um tonto apático. E muitas vezes a apatia é uma solidão grande.

Tentarei passar por cá. Talvez reencontre um pouco de mim aqui.


1 comentário:

  1. Acho que deves vir mais vezes. Como reparaste, ainda me lembrei de ti, mesmo passado tanto tempo. Aliás, lembrei-me de ti por ocasião de um jantar organizado há uns quinze dias.

    Oh, se soubesses como me sinto. Os dias sucedem-se na erraticidade. Tenho sonhos, mas já se assemelham mais a pesadelos pela impossibilidade de os ver concretizados.

    p.s.: Espero que leias isto.

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