
às vezes todo eu sou vazio. vou então até ao quarto dos pais e deito-me na cama de braços e pernas abertas para encher o espaço à minha volta. fico a olhar para o tecto, de onde roubo tinta branca para tentar pintar a cores na cabeça. depois levanto-me e começo a fazer alguma coisa até que surja outra que passe a ocupar o meu tempo. agora vou dormir e esperar que o sonho da neve de ontem continue hoje. vou ver se consigo abrir os braços e as pernas para fazer um anjo no gelo.
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