Ingredientes:
.6 ovos
.250g de nozes moídas
250g de açúcar
30g de farinha
Modo de preparação: bata as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado, misture a farinha com as nozes moídas. Acrescente a mistura de farinha e das nozes ao batido de gemas e açúcar. Envolva tudo muito bem e, por fim, junte as claras batidas em castelo. Leve ao forno 50 minutos a 160ºC em forma untada de manteiga e farinha.
Separar a gema e a clara é sempre uma trabalheira! Bater o ovo na esquina da banca, parti-lo em dois com os dedos e embalar as metades para a clara escorrer. Os dedos vão ficando pegajosos e besuntados mas com cuidado não há misturas indevidas dos constituintes do ovo.
Na altura de juntar o açúcar, esqueço-me de que sei ler e ignoro todos os avisos de segurança da professora de Química porque para me certificar de que pego no pacote certo mergulho os dedos na embalagem e levo-os à boca [nunca devem cheirar ou provar o conteúdo dos frascos. Devem sempre ler os rótulos e estar atentos aos sinais de perigo, dizia ela]. É só lá que sei que peguei no ingrediente certo. [às vezes repito o procedimento. Não faz mal nenhum jogar pelo seguro (e até é bom!].
Por muito que desse à manivela com a colher de pau, os ovos caseiros impossibilitaram que o creme ficasse esbranquiçado. Ainda assim segui em frente.
As nozes ainda tinham de ser partidas porque a razão de fazer o bolo era gastar as nozes que tinham dado aos meus pais. Foram 30 minutos de crack crack. A mão tremia do esforço continuado dos músculos. Enquanto isso tentava procurar uma noz que fosse o mais parecida com um cérebro humano. Algumas tinham o giro central mas não tinham o parieto-occipital, outras tinham o giro frontal mas não tinham o calcarino. Algumas que não passavam na selecção eram comidas e dadas como sacrifício aos sucos digestivos que se começavam a formar com a mera visualização de comida.
A farinha não foi adicionada sem primeiro passar pela minha cara. Assim como gosto de fazer de conta que sou estrangeiro quando vou passear com a minha irmã e falamos em inglês, gosto de às vezes passar por outras pessoas. Com a farinha na cara era como o palhaço do circo. Ou como as senhoras que metem pó na cara antes de saírem de casa para um encontro romântico.
Por fim, juntar as claras em castelo. São, a seguir ao acto de comer, a minha parte preferida. Bater tudo, inverter a bacia sobre a cabeça e certificar-me de que não cai. É sempre a medo que o faço ainda que possam estar bem presas. Se pudesse voltar atrás no tempo ensinava aos construtores a maneira de edificarem castelos e fortalezas sem risco de derrubamento por forças inimigas. O segredo estaria no uso das claras na argamassa. Acho que seria infalível.
E o bolo ficou bom. Para a próxima vou ver se faço este.
Diz-me que curtes cozinhar, J. Diz-me que casamos já!
ResponderEliminarO número de pratos que sei cozinhar é reduzido mas não passo fome e seguir receitas não deve ser diferente de ler um manual de instruções. A ideia de casar contigo deixa-me tentado a tornar-me um verdadeiro expert de cozinhas! :D
EliminarPara mim bolo de noz só de uma receita bem velhinha que vem de família. Mas vou tomar nota desta :)
ResponderEliminarEu tenho de seguir esta receita porque o segredo da minha família é da farofa do peru. Mas estou receptivo a comer o teu bolo ;D
EliminarAdorei o post e o bolo deve ser óptimo! Já estou com água na boca :)
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