As linhas do arado perpendiculares à sombra das árvores desenhavam uma folha quadriculada na terra. Ainda pensei em chamar os primos para que jogássemos xadrez mas em vez disso pusemo-nos a comer uvas. Atirávamo-las ao ar e tentávamos que caíssem direitinhas na boca. Muitas bateram nos óculos ou na testa ou nos dentes mas não magoavam nem deixavam a gengiva a sangrar como quando uma vez resolvi comer M&M's desta forma. Rimo-nos e para que não dissessem que estávamos a estorvar ainda colhemos alguns cachos para a caixa mas guardámos alguns nos bolsos para comer no caminho de regresso a casa. Deixámos que o Sol nos aquecesse as costas e nas descidas da estrada aproveitava-mos o impulso para correr e abrir os braços para sentir a deslocação do ar a roçar-nos na pele. Depois sentámo-nos no muro de casa e ficamos à espera que o resto da família chegasse.
As recordações, as memórias que nos fazem felizes.
ResponderEliminarEntendo bem o teu comentário no meu post, sobre o passado, futuro e presente.
Vim ver se sobraram alguns bagos de uva.
E aproveitar os braços abertos para te dar um abraço.