Sem eu querer, os bolsos dos calções (e mesmo onde não há bolsos, ela vem em todo o lado), a mochila, a roupa, as cartas, o livro, a carteira e a caixa dos óculos vêm sempre cheios de areia da praia.
Um dia vou fazer com ela um areal em casa. E isso será apenas o início da ilha toda feita pelo K..
A banheira fará de oceano Atlântico. A temperatura gelada não fará parte dos seus atributos (mas hoje descobri que os tremores com que fico depois de ir à água são controlados se vestir imediatamente uma camisola de carapuço, daquelas bem quentinhas por dentro). O bidé poderá fazer de pocinha de água, onde primeiro molho os pés para ter uma noção da temperatura do mar.
A varanda fará de areal ao Sol. O interior da casa é quando estiver à sombra.
Pergunto-me se isto teria vantagens. Se o renunciar da praia como ela é e a companhia habitual me faria sentir melhor.
Bem, acho que os meus eus e os meus complexos não implicam comigo quando ganho ao Uno ou gozam comigo quando perco.
O vento deixaria de existir, tornando a estadia mais agradável.
Podia ser win win, mas--- je ne sais pas.
Sem eu querer, os bolsos dos calções (e mesmo onde não há bolsos, ela vem em todo o lado), a mochila, a roupa, as cartas, o livro, a carteira e a caixa dos óculos vêm sempre cheios de areia da praia. Já eu não tenho nada. Quando chego a casa perco a vontade de fazer o que quer que seja e fico irritadiço.
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