Ingenuamente, às vezes penso no que virá depois do rio (sim, lembram-se daquela música da Pocahontas "Depois do rio, o que é que vem"? Eu lembrei-me agora) e tento saber o que o futuro traz (parece que chuva ainda não é para já). Já me disseram que o meu mal é pensar em demasia, porque sou capaz de imaginar mil cenários e como a realidade não se afigura a nenhum deles, fico desapontado e frustrado. Se penso em demasia? Sim, talvez. Mas não vou dizer que isso é o meu mal. É um método de auto-defesa para o que poderá vir a acontecer, já que os linfócitos não podem tratar de tudo. Não nego que às vezes fico frustrado, mas gosto de pensar que pensar não é a causa, mas também uma consequência.
Não acho que pensar faça mal, acho é que não devemos tomar algumas coisas que se desenrolam na nossa cabeça como certas, que é o mesmo que que dizer que não devemos criar expectativas em relação a nada. Assim não temos de passar por aquela fase em que pomos as culpas nos outros e não em nós (sim, temos o hábito de culpar os outros, mas é verdade que muitas vezes a culpa é nossa. Quem nos manda a nós imaginar coisas?). Bem, eu falo por mim porque assim que me apercebo que estou nessa fase idiota, sinto-me mal.
Não acho que pensar faça mal, acho é que não devemos tomar algumas coisas que se desenrolam na nossa cabeça como certas, que é o mesmo que que dizer que não devemos criar expectativas em relação a nada. Assim não temos de passar por aquela fase em que pomos as culpas nos outros e não em nós (sim, temos o hábito de culpar os outros, mas é verdade que muitas vezes a culpa é nossa. Quem nos manda a nós imaginar coisas?). Bem, eu falo por mim porque assim que me apercebo que estou nessa fase idiota, sinto-me mal.
A culpa é minha, eu admito, e não dele. Ele não fez nada (de facto, foi por não ter feito nada que eu pensei, mas não disse alto, que a culpa era dele. Peço-lhe, mas não lhe digo, que me desculpe). Agora que penso nisso, acho que foi melhor assim. Talvez tenha muito a aprender com ele (uso a palavra "talvez", que remete para dúvida, para não criar expectativas) e o sentir-me assim signifique alguma coisa. Às vezes esqueço-me que o mundo não gira à minha volta. Estou certo que reaprendi mais uma vez isso, hoje (vês, afinal já aprendi algo com ele. Descobri algo, mesmo sem ter criado expectativas).
Com o tentar prever o que sairia nos dados, dei por mim a pensar naqueles dois.
"If the two of us didn't live in Kansas and lived in a city of, say, Fairy Town Homohio... would you and I still be together? I'm just asking. Are we a couple because we love each other or are we just at the mercy of simple math?"
"If the two of us didn't live in Kansas and lived in a city of, say, Fairy Town Homohio... would you and I still be together? I'm just asking. Are we a couple because we love each other or are we just at the mercy of simple math?"
Tentei chegar a uma resposta que tomasse como verdadeiramente correcta e imaginar-me na situação deles. Às vezes só pensamos naquilo que é proveitoso ou fácil para nós. Acho que em relação a ele estava a principiar a pensar assim. Poderia (poderá) ser proveitoso para mim, mas será que deveria (deverá) acontecer? Embora tudo deva ter um par, não nos devemos ficar pelo útil. Somar não é difícil, mas é mesmo isso que precisamos? Não. E pensar nas coisas antes de cometermos algum erro é mau? Eu não acho.
Penso, mas não lhe digo, que foi bom ele não ter feito nada. Assim eu dei por mim a pensar nisto e sei que devo pensar no que faço e que é estúpido eu sentir-me assim. O mundo não gira à minha volta, mas as minhas acções afectam as pessoas à minha volta.
Penso, mas não lhe digo, que foi bom ele não ter feito nada. Assim eu dei por mim a pensar nisto e sei que devo pensar no que faço e que é estúpido eu sentir-me assim. O mundo não gira à minha volta, mas as minhas acções afectam as pessoas à minha volta.
é impossível não afectarmos a vida dos outros. e às vezes isso custa-nos bastante...
ResponderEliminarÉ de facto impossível não afectarmos a vida dos outros. É por causa disso que tento pensar sempre no que vou fazer, não vá depois dar-se o caso de me arrepender.
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