Não sei que dia é hoje. Até podia fazer as contas baseando-me nas refeições que fiz, mas a verdade é que nem sei o que comi ao almoço (minto, lembrei-me agora que foi quiche de frango). Contando as pessoas sentadas no anfiteatro da faculdade, poderia fazer uma aproximação e dizer que estamos perto de frequências porque mesmo as caras habituais já começam a desaparecer da sala. Penso no último feriado que houve e nos aniversários recentes, faço contas, umas mentalmente mas depois passo para os dedos que o cansaço faz-me escrever aniversários com um h no início da palavra, e chego à conclusão que hoje é dia 28.
Nothing unusual, nothing strange. Close to nothing at all.
Os dias parecem-me todos iguais, a escuridão da noite sempre a mesma e embora tenham descoberto uma estrela rodeada por gelo, não gostei lá muito da imagem que vi e continuo a gostar mais do planeta com duas estrelas como o Sol. Nada se passa de novo, sempre a mesma monotonia, sempre as mesmas horas dadas pelos ponteiros que se arrastam sempre à mesma velocidade (e podem dizer-me que a hora já muda este fim-de-semana, mas tudo vai continuar na mesma).
The same old scenario, the same old rain.
O Outono confundiu-me um bocado. Pensei que tinha chegado há uma semana, mas parece que ainda não trouxe a bagagem toda de uma vez e ainda está a fazer as mudanças. No entanto não deixei de gostar daquele dia de chuva. Quando saí de casa de manhã cedo, a chuva caía nos tejadilhos dos carros e fazia aquele barulho que eu tanto gosto. Abri o guarda-chuva e fui caminhando, ouvindo a água a chapinhar debaixo dos ténis. No chão, as novas gotas que caíam desenhavam círculos nas poças que reflectiam as luzes dos semáforos e dos carros que circulavam. Vermelho, verde e laranja. Parecia o Natal e eu gosto do Natal. No Metro, colei a palma da mão no vidro e fiz assim parte da viagem. O céu cinzento abria-se de quando a quando e deixava-se atravessar por alguns raios de luz, que faziam brilhar os campos verdejantes salpicados de moléculas de água. Foi bonito, mas já parou. (espero pela próxima descarga de água. Embora parte da água que precipitou já tenha evaporado e vá cair novamente, eu gosto dela)
And there’s no explosions here.
Não, não há. Tirando os estragos que a chuva fez, não há explosões. Mesmo dentro de mim não sinto grande coisa. Se puser a mão no peito, sinto o coração a bater. Se for na rua, vejo a minha sombra projectada no chão (e eu gosto mesmo é quando a sombra está esticada e fico com braços tão grandes que basta um para me abraçar completamente).
Can’t stand the state that I’m in, sometimes it feels like the walls closing in
Espero que se se fecharem, que pelo menos não caiam como deu nos noticiários edifícios a cair. Com elas fechadas, não hei-de ter grande visão das coisas em meu redor, mas se se fecha, há-de se abrir, mais cedo ou mais tarde.
Try and bury my troubles away, drown my sorrows the same way. It seems no matter how hard I try, it feels like there’s something just missing inside
Havemos de dizer que falta sempre alguma coisa. Falta-me vontade de estudar. Faltam bolachas de chocolate no armário. Faltam os lençóis na cama. Gostava de ser capaz de deixar problemas [será que são mesmo problemas ou apenas eu é que me faço de coitado?] de lado, mas não. Por isso daqui a pouco vou ter uma conversa com eles e vamos fazer um acordo onde eu me declaro rei.
Can't be something you are not
Life is not a looking glass.
Let's take a better look
beyond a story book
and learn our souls are all we own
before we turn to stone.
Let's go to sleep with clearer heads
and hearts too big to fit out beds.
And maybe we won't feel so alone
before we turn to stone.
And if you wait for someone else's hand
you will surely fall down.
Oh dear out here
Everybody stumbles on fear
Who cares if we're scared
Everyone is on their own
All that I know is I'm breathing.
All I can do is keep breathing.
Progress, changing
Growing then giving up
Somehow we're never quite prepared
But I understand it
espero que a conversa com os problemas tenha corrido bem, às vezes é preciso encará-los de frente e dizer firmemente: Vou tratar da tua saúde!!
ResponderEliminarEu não apanhei umas gotinhas, apanhei um banho mesmo...é nestas alturas que me lembro que tenho mesmo que tirar a carta o mais depressa possível. Espero que surjam novas cores e explosões o quanto antes na tua vida, enquanto não chegam, vai aproveitando os vários tons de cinzento, também são bons de apreciar:-)
Eu naquele dia de verdadeiro caos consegui escapar quase ileso, demorei mesmo foi uma eternidade para chegar a casa. Não tens carta ainda? Olha, tiramos os dois. Pode ser que haja um desconto para inscrições aos pares xD
ResponderEliminareheehehehe olha que por acaso acho que há:-P oh pá isto é horrível de se dizer mas tenho 24 anos e tenho todos os dias alguém a chagar-me pa tirar a carta, só que eu códigos estou que nem os posso ver, incluindo o da estrada e gosto tanto de andar de metro...falando nisso se calhar já nos cruzámos, sou um gajo de t-shirts com desenhos ou mensagens doidas e que se veste de forma deveras colorida, uns casacos azulão, ou amarelo bem forte.... lol
ResponderEliminarAss: Meia Noite e Um Quarto
Hum, vou passar a estar mais atento então (mas por essa descrição, nunca te vi) e vamos inscrever-nos juntos xD
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