quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Meet me here at dawn

Pensei que ia chover hoje e por isso pus-me a tomar o pequeno-almoço na varanda, a bater os pés no chão como que a tentar fazer uma dança para antecipar a queda de água. Ouvi alguns trovões pequeninos e pensei que estava a conseguir algum efeito, mas nada caiu do céu. Ainda esperei mais um pouco, desta vez calado como se esperasse por um veado, mas nada.
Um pouco desanimado, retornei ao quarto onde pus chuva a cair no computador e trovões a ecoarem. Liguei o mp3, pus os fones dentro da caneca onde guardo os lápis e as canetas e encostei o ouvido ao bordo superior como se ela fosse um búzio. Não ouvi o mar e a chuva passou a ser não mais do que uma música de fundo. Em vez disso, a Ursa tremeu na sua opinião e desapareceu. Achei por bem meter as canetas no sítio e deixar que a chuva fosse o único som audível no quarto. Assim fiz e agora ponho-me a procurá-la novamente no tecto...

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