segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Aquecimento global

Um dia hei-de ir à biblioteca requisitar um livro de astronomia que me ensine a reconhecer as constelações para que em noites como as de hoje, em que me fui deitar na praia, saiba ler as histórias que o céu conta.

Ou talvez não.

Continuarei a inventar as minhas constelações e é certo que posso não saber para que lado fica o Norte, mas desde que encontre a minha Ursa Apolar encontro-me a mim.

Pelo menos quase sempre.

A Ursa Apolar nem sempre é fiel ao que me disse aqui há uns tempos. Às vezes não está muito bem sozinha a refrescar-se à chuva e pergunta-me pelo urso que eu tinha dito que podia tentar encontrar. Outras vezes diz que preferia ser uma foca porque essas são mais despreocupadas. Às tantas perco-me com aquelas conversas com ela, mas acho que já estava antes perdido com as conversas com pessoas. De vez em quando aquilo que ouço aloja-se na cabeça e faz com que pense de forma diferente do habitual.

Ver romances à noite provoca-me isso.

Acho que a Ursa às vezes se regozija com o automóvel que bate nas personagens. Deve ser a maneira dela encarar o degelo constante da vida dela.

Felizmente há chuva para ela se refrescar e ficar bem.

Um dia hei-de ir à biblioteca requisitar um livro de artes que me ensine a dança da chuva.

2 comentários:

  1. Fantástico, um dia também hei de ir À biblioteca requisitar um livro que me explique coisas que não consigo compreender, abraço e Bom Carnaval

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  2. Tenta na àrea de Antropologia, procurando pelo Bronisław Malinowski , se quiseres aprender a dança da chuva :P

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