“All right, Harry? I’m — I’m Colin Creevey,” he said breathlessly, taking a tentative step forward. “I’m in Gryffindor, too. D’you think — would it be all right if — can I have a picture?” he said, raising the camera hopefully.
“A picture?” Harry repeated blankly.
“So I can prove I’ve met you,” said Colin Creevey eagerly, edging further forward. (…) “And it’d be really good if I had one of you” — he looked imploringly at Harry — “maybe your friend could take it and I could stand next to you? And then, could you sign it?”
Harder to avoid was Colin Creevey, who seemed to have memorized Harry’s schedule. Nothing seemed to give Colin a bigger thrill than to say, “All right, Harry?” six or seven times a day and hear, “Hello, Colin” back, however exasperated Harry sounded when he said it.
Harry Potter and The Chamber of Secrets
O Colin não era má pessoa. Afinal, ele era dos Gryffindor (e sobre eles o Chápeu Seleccionador dizia ... You might belong in Gryffindor, Where dwell the brave at heart, Their daring, nerve and chivalry Set Gryffindors apart). Na minha opinião ele procurava simplesmente integrar-se no novo meio, e através disso, conhecer-se a si mesmo. Procurava o apoio daqueles que sabia que não o deixariam mal quando mais ele precisasse. As fotografias eram o meio que ele arranjava para iniciar contacto humano e uma tentativa rebuscada de se identificar com alguém.
Mas uma foto não lhe chegava - ele queria fazer um álbum inteiro - de modo que o Harry ficou saturado. O Harry devia ter percebido isso ao deixar tirar a primeira foto. Pessoas confusas podem requerer muita atenção. Quando ficou petrificado, não foi assim tão mau quanto isso. Teve mais que tempo para pensar em quem era (se é que se continua a pensar quando se está petrificado) e no que andava a fazer com tanta fotografia.
Mas nem sempre há um basilisco a circular pelos canos para ajudar na busca de identidade e ser-se simpático como o Harry ou o Dobby pode não ajudar em nada. Ou fazemos nós próprios de serpentes verde-brilhantes (sem no entanto chegarmos perto dos 15 metros) ou então podemos ser Kreachers.
Se dominássemos a Transfiguração podia ser bem simples (mais simples ainda seria sabermos Confundir muito bem), mas termos de encarnar por nós próprios diferentes personalidades pode ser difícil. Especialmente quando passamos rapidamente de um Kreacher para um Dobby.

Ele era um chato do pior, mas era querido e tinha realmente uma necessidade de atenção. É pena é ele ter morrido.
ResponderEliminarO problema é quando, mesmo petrificados, não pensamos simplesmente por não podermos ou porque não queremos. Aí o estado em que nos encontramos não é nada mais do que uma simples paragem de algo que provavelmente vai continuar. Sim, porque não existem muitos sapos a chocar ovos de galinhas por aí... felizmente xD
ResponderEliminarEmbora chato, sim, era um bom companheiro. Morreu na Grande Batalha, mas lutou a lutar pelos amigos e nunca nos devemos esquecer disso.
ResponderEliminarChristopher, será que quando estamos petrificados não pensamos em nada? Será que não conseguimos ver tudo o que se passa à nossa volta e ouvir as pessoas, mas não podemos fazer nada? Esta ideia é assustadora, mais vale achar que tens razão xD
Era um puto adorável - em todos os sentidos. Ele mostrou até ao fim o quanto amigo tentou ser do Harry...
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