O Outono aproxima-se lentamente como que com medo de expulsar o Verão que veio fora do tempo (na verdade, não é medo. Ele não gosta é de se impor). O céu tingiu-se de preto e por todo o lado há nevoeiro. Era capaz de jurar que das traseiras de minha casa havia um prédio, mas agora estou confuso. Não o vejo. Aliás, só vejo, e mal, as luzes emitidas pelos candeeiros de rua, que provocam sombras estranhas na estrada.
Os meus pés estão molhados do orvalho que começou a formar-se na relva. Gosto de caminhar por jardins à noite. Não costuma haver mais ninguém para além de mim. Só eu assisto à dança dos ramos das árvores. Mas sozinho, torno-me presa fácil para os Dementors. O meu coração ainda não voltou à frequência normal. Quando não contamos com a sua presença, é tudo mais difícil. E doloroso. Magoou, mas não posso fazer mais nada porque ainda se repete tudo, com muita pena minha...
Que venham o nevoeiro e o orvalho e me façam companhia esta noite...
Apesar de gostar mais do Inverno também acho o Outono simpático. E, se ao andares sozinho te tornas uma presa fácil, lembra-te de conjugares um patronus mental. Afinal, só precisas de te lembrar de um momento feliz. "Magoou, mas não posso fazer mais nada porque ainda se repete tudo, com muita pena minha..." Acho que nada é exactamente igual e, se não queres que se repita, só tens de lutar para quebrares o ciclo :)
ResponderEliminarVou lutar! Chega de ciclos maus!
ResponderEliminarConcordo plenamente com essa atitude. Assim, não há ciclo que se atreva a fazer-te frente! :)
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