Ainda não domino a técnica de não chorar com a cebola. Talvez não o queira ou nem precise. Sinto-te através das lágrimas e isso vale os olhos inchados e vermelhos.
Quando hoje começaram a falar em pessoas e nas relações entre elas, pensei em ti. Quando me abraçaram, pensei em ti. Quando me disseram que não me fazia bem isolar-me, pensei em ti. Isso fez com que a glândula lacrimal trabalhasse um pouco. Não quero que fiques chateado (, se estiveres, pensa antes que o meu olho precisava de lubrificação e que por isso o meu sistema nervoso parassimpático achou conveniente estimular a glândula), mas hoje não consegui evitar. Não consegui não pensar que podias ser tu à minha frente a conversar comigo e a dar-me um abraço.
Vim para casa e sentei-me à varanda, com as pernas a baloiçar por não haver chão que as apoiasse, a contemplar o céu. Vi as estrelas e a Lua e sorri, tal como o Principezinho sorri ao olhar para o céu e a pensar na raposa. Senti-te em mim e por isso não senti o frio da noite. Deixei que o nevoeiro me servisse de manta e fiquei por lá mais algum tempo.
Os meus olhos ainda brilham, mas vejo-te neles. Havemos de ser sempre amigos!
(Quando estiveres no meu quarto e quiseres, podes acordar-me.)
Uau, escrita excelente. :)
ResponderEliminarCompletamente... adorei!
ResponderEliminarObrigado pelas palavras simpáticas :)
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