Os sorrisos vão e vêm. Os amigos vão e vêm. As lágrimas vão e vêm. Os chocolates vão, mas não voltam.
O chocolate de ontem acabou. Era bom. Não, era muito bom. Tinha a forma de um triângulo e no interior do chocolate de fora, havia uma mousse de avelã. Vou ter saudades.
O meu cérebro não terá. Hoje percebeu que não está afectado por causa do chocolate. Não. O diagnóstico actual: mutações espontâneas com repercussões em todo o corpo e personalidade.
Algures entre uma inspiração e uma expiração, um pestanejar de olhos, uma batida do coração e do diafragma, algo em mim sofre uma mutação catastrófica. Desta inconstância periódica, apercebo-me das contradições da minha vida.
O sorriso que existia murcha, a maior parte dos amigos vai dar um mergulho, as lágrimas...
.:Olha, pensava que o destino das lágrimas seria o mais fácil de dizer, mas não é. Às vezes são sugadas para:. .:dentro, mas noutras situações vão descendo e pintam-me a cara:.
Os chocolates são erroneamente e maldosamente culpados de tudo.
Da maior parte dos episódios da Oprah, a lição a tirar era: "se acreditares, consegues". Grande treta (consegui imaginar a T. a dizer isto)! É bonito de dizer - eu próprio digo às pessoas de vez em quando - mas não acredito. Não totalmente.
Nem tudo depende de nós e às vezes é difícil saber em que acreditamos, porque a cabeça anda tanto às voltas que só nos apetece dar um grito e fazer uma pausa (com ou sem kit-kat).
Períodos de seca prolongados não dão apenas cabo das plantações. Dão cabo de mim. Deixam-me revoltado. Alguém pegue na arma e me dispare tranquilizadores!
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