![]() |
Foi uma das minhas estrelas, umas das que eu venho a coleccionar ao longo das noites e que guardo durante o dia numa caixa que, mesmo vazia, continua a brilhar. Nessa caixa não há só astros, há mais coisas. Fico deslumbrado com o que lá encontro quando é preciso arranjar espaço para novas coisas. São fragmentos de quem fui e de quem sou, pedaços de outras pessoas, sonhos, ilusões, promessas...
O céu hoje está simplesmente escuro, sem diamantes a enfeitá-lo. A noite está triste, sem a mistura de cores e de intensidades de ontem; é como se tivessem tirado as decorações do pinheiro de Natal e ainda assim me quisessem convencer que elas estavam no sítio do costume. Os diamantes, essas coisinhas que brilham, estão ao longo das cordas do estendal. Está a chover. É o céu a chorar a perda de uma amiga, de uma amante, de um familiar.
Enquanto escrevo isto ouço a chuva a cair no vidro do quarto. Cresce em mim a vontade de ir lá fora dar uma volta, chorar com o céu. Sinto que estou a perder algo mais do que aquela estrela e mesmo sem ter um inventário das coisas que tenho na caixa, sei o que foi. Mas não vou deixar que isto continue. Não sou capaz.
(para quem quiser saber mais sobre a minha estrela. Se num sonho a virem, digam-lhe que tenho saudades dela)

tenho que aprender a escrever como tu *o*
ResponderEliminar