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- Para onde estás a olhar?
- Para o céu. Está bonito.
- Não tem nada de especial.
- Isso é porque não estás a ver direito.
- Não digas asneiras e anda para dentro que estás a apanhar frio.
Estava bonito. Uma mistura de cores e intensidades, de sonhos e de realidades. Gostava de ir até lá cima e passear, provar nuvens e falar com as gaivotas. Talvez elas concordassem comigo que aquilo é bonito. Talvez lá não haja pó (ou se calhar há, mas não é preciso limpar; pode-se comer porque sabe a estrelas).
Acho que quando estou a olhar o céu o tempo não passa. Mas quando me forçam a desviar a cara e depois miro novamente o algodão em rama de lá de cima, fico com a sensação que alguém comeu um bocado e agora está a rir-se de mim. Nunca virem a cara, deixem que aquilo perdure para sempre.. .
O champanhe acabou enquanto olhava o céu. Agora vou jogar Monopólio. E em vez de hotéis vou construir céus e vou obrigar-te a pagar-me com auroras boreais e nuvens. E quando não tiveres mais nada para saldar as dívidas, terás de te transformar numa estrela para eu pendurar em cima da minha cama. Porque quando o jogo acaba, é hora de ir dormir e contigo por cima de mim, não estarei sozinho.
Livra-te de caíres!

simplesmente amo os teus textos *-*
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