quinta-feira, 25 de agosto de 2011

What the heart thinks, the tongue should speak (William Shakespeare)

Será que é bem assim? A língua só fala por palavras, mas o coração fala com cores, sabores, cheiros e muitas outras sensações que a língua rudemente traduz. Além disso, algumas palavras accionam feitiços que provocam resultados diferentes aos que queríamos. É um grande risco o falar, pois há feitiços imperdoáveis e sons que jamais deveriam ser pronunciados. E que podemos fazer depois, quando alguém fica Confundido ou Desarmado ou Atordoado ou fazemos alguém fugir? Usar palavras não é seguro - ainda fazemos tudo de novo -, mas o coração tem de ficar onde está, para continuar a bombear o sangue... (a língua pode ser posta de fora, mas o coração não. Nunca tentem meter o vosso de fora).

A língua e o coração são da mesma cor, mas raramente são verdadeiros cúmplices um do outro. Na verdade, eles não se amam, por isso é que estão separados um do outro. Às vezes conseguem estar em sintonia e comandam outros músculos para que se consiga fazer certos gestos. 

Coração, língua e gestos já são uma combinação melhor.

E o que estou para aqui a escrever foi comandado pela minha língua. No meu coração as coisas soavam melhor e não pareciam tão ridículas.

Há coisas que nunca devem ser ditas...

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